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domingo, 23 de março de 2008

Novas Descobertas Arqueológicas em Memnon (Luxor, sul do Egipto)

Colossos de Memnon

Novas descobertas no sítio arqueológico dos colossos de Menmon (Luxor, sul do Egipto):


_uma estátua gigante de 3,62 metros da rainha Tiy, mulher do faraó da 18ª dinastia Amenhotep III, que governou de 1427 a 1379 antes de Cristo;


_ duas esfinges representando o casal real e dez estátuas de granito negro de Sekhmet, a divindade com cabeça de leão.



Os dois colossos reais de 15 metros descobertos em escavações anteriores serão expostos no ano que vem, a 100 metros das duas grandes estátuas que dominam o lugar e que são um dos mais famosos do Egipto.
"Com a instalação dos dois novos colossos e a exposição de tudo que já descobrimos, a percepção que temos do lugar irá mudar totalmente. Vai se tornar um dos museus ao ar livre mais importantes da época dos faraós", - disse a directora do grupo de arqueólogos.
Os Colossos de Menmon são gigantescas estátuas de quartzito, de cerca de 20 metros, que seriam as guardiãs do templo funerário do faraó, que foi atingido por um terremoto no século I depois de Cristo. Durante os séculos, as inundações do Nilo também devastaram o local.


segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Ribeira da Atalaia: vestígios do Paleolítico com 300 mil anos

Uma equipa de arqueólogos de vários países identificaram no sítio da Ribeira da Atalaia (afluente do Tejo), Vila Nova da Barquinha, o que podem ser os mais antigos vestígios de ocupações do Paleolítico Inferior em Portugal.

A escavação, realizada este ano pela equipa internacional envolvida, desde 1999, no projecto Tempoar, "Território, Mobilidade e Povoamento do Alto Ribatejo", visa estudar o comportamento dos seres humanos que ocuparam o vale do Tejo na Pré-História e compreender como ocuparam o território, bem como a sua capacidade em gerir os seus recursos e a tecnologia utilizada.

Testes de luminescência (método que dá-nos a última vez que o vestígio esteve exposto ao sol) , utilizados para a datação absoluta dos vestígios , comprovam presença humana no território. Nos diversos estratos foram encontrados vestígios de ocupação ocupação continua desde o homem de Neandertal (300.000 anos) ao homem Sapiens Sapiens (24 mil anos).

Além dos utensílios feitos de seixos lascados, encontraram uma fogueira do Paleolítico Superior, com seixos rolados queimados e alguns estalados pelo fogo e a zona circular delimitada por terra queimada. “Já foram descobertas várias estruturas de combustão no nosso país mas noutro tipo de contextos, em abrigos ou grutas. Esta é ao ar livre e num terraço fluvial, daí a sua singularidade” (Sara Cura, arqueóloga)