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segunda-feira, 27 de agosto de 2007

João

Do hebraico Iohanan, «favorecido por Deus, com a graça de Deus». (...) É longa a lista de santos (...) com este nome. O primeiro é São João Baptista, sem dúvida, o mais popular, canonizado pelo próprio Jesus Cristo: «Entre todos os filhos de mulher ninguém foi maior do que João Baptista» (Evangelho segundo S. Mateus, 11.11). A sua história e o seu martírio são por de mais conhecidos. São João Evangelista, o primeiro dos apóstolos (...), autor de um Evangelho, de três epístolas e do Apocalipse. Apenas mais alguns nomes: São JoãoBaptista de La Salle, São João Bosco, São João Cristóvão, São João Crisóstomo, São João Damasceno, São João Nepomuceno e São João de Deus, português, nascido em Évora em 1495, morre em Granada em 1550, ficando cognominado como «o pobre dos pobres». (...) Incontáveis são os personagens literários ou artísticos com o nome de João. Talvez o mais conhecido seja o D. Juan, de Tirso de Molina, Molière, Zorilla e tantos outros.
Personalidades: entre uma lista quase infindável, Giovanni Boccaccio (1313-1375), escritor italiano; Johann Gutenberg (1400-1468), impressor alemão; Jean Racine (1639-1699), dramaturgo francês; Johann Sebastian Bach (1685-1750), compositor alemão; Jean D´Alembert (1717-1783), físico, matemático, filósofo, enciclopedista francês; Johann Goethe (1749-1832), escritor alemão; Jean Sibelus (1865-1957), compositor finlandês; John Galsworthy (1867-1933), Prémio Nobel da Literatura de 1932, inglês; Jean Renoir (1894-1979), realizador francês; John Steinbeck (1902-1968), Prémio Nobel da Literatura de 1962, norte-americano; Jean-Paul Sartre (1905-1980), Prémio Nobel da Literatura de 1964 (recusado), francês.
João Domingos Bontempo (1771-1842), compositor; João B. S. Almeida Garrett (1799-1854), escritor; João de Araújo Correia (1899-1985), escritor; João de Freitas Branco (1922-1989), musicólogo; João Apolinário (1924-1988), poeta; João Rui de Sousa (1928), poeta, portugueses.
In Neves, Orlando. Dicionário de Nome Próprios, Edição Círculo de Leitores, 2003.

domingo, 26 de agosto de 2007

Helena

Do grego helê, «raio de sol», por sua vez de selas, «brilho». A mais conhecida das «Helenas» é a de Tróia, hipotética filha de Zeus e Leda, casada com Menelau, rei de Esparta e raptada por Páris, o que deu origem à guerra de Tróia. Santa Helena foi mãe do imperador Constantino I, (séculos III e IV). Repudiada por Constante Cloro, quando o filho se torna monarca volta à corte e é proclamada «Augusta». Converte-se ao cristianismo e, em 326, visita os lugares santos da Palestina. Mandou construir templos e santuários em Belém e Jerusalém. Segundo a tradição foi a criadora da cruz de Cristo como símbolo. Morreu em 345 (15 de Agosto).


Helena de Tróia, «a mais bela das mulheres», foi inspiração de várias obras literárias desde Homero, Hesíodo, Eurípedes em diversas tragédias, (As Troianas, por exemplo), Heródoto, Górgias, Isócrates, Horácio, Ovídeo, Virgílio até Malherbe, Ronsard, La Fontaine, Goethe (no Segundo Fausto), Edgar Allan Poe (em Helena), Claudel (em Proteu) e Jean Giradoux. São também incontáveis as personagens com o nome de Helena: tudo Está bem quando Acaba bem, comédia de Shakespeare é, talvez, a mais célebre.

Personalidades: Helena Roque Gameiro (1895), pintora, Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992), pintora; Helena Sá e Costa (1913), pianista, Maria Helena da Rocha Pereira (1925), professora universitária e escritora.
In, Neves, Orlando. Dicionário de Nomes Próprios , Edição Círculo de Leitores, 2003.